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A contumácia da leitora viva

 

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por Bianca Rosolem
 

E então eu expliquei que um livro é sempre maior do que aquilo tudo que ele se propõe a dizer. Isso porque quando ele é seu, todas as letras, frases e sentimentos de outro ou de tantos outros, misturam-se à sua idiossincrasia de leitor.
Por isso, livro quando comprado, imediatamente recebe meu nome e a data da aquisição, e livro quando se deve sempre dedicar, marcar bem a data, deixar ali uma prévia, um enigma que conduza o presenteado ao seu mundo encontrado naquela obra.
E aí que começa a história da história, que se faz entre duas pessoas na esfera real.
É aí quando o livro se faz de alguém com um propósito.
Isso é viver literatura.
Isso é vida.