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Perdido nas prateleiras
de lançamentos de algumas locadoras está Assassino Sem Sombra,
longa dirigido pelo chinês Oxide Pang, inédito nos cinemas
do Brasil. Oxide é conhecido por, junto de seu irmão, Danny,
ter dirigido The Eye A Herança que originou duas
continuações, uma boa e uma realmente horrenda batizadas
bizarramente no Brasil de Visões e Visões 2 , além
de uma refilmagem intitulada O Olho do Mal, com Jessica Alba.
São diretores
interessantes, embora possuam uma filmografia de nível completamente
variável. Dirigiram também, juntos, Assombração,
fantasia pavorosa e constrangedora e, estreando em Hollywood, Os Mensageiros,
um horror em todos os sentidos. Tornaram-se conhecidos em 1999 com Assassino
em Silêncio, que, recentemente, refizeram nos EUA, com Nicholas
Cage, lançado no Brasil como Perigo em Bangkok. Não conheço
nenhuma das versões.

Entretanto, os dois
cineastas também trabalham separadamente embora juntos na
produção. Os filmes de Danny não costumam chegar
ao Brasil e parecem inferiores aos do irmão. Oxide dirigiu No Limite
da Realidade, com Jonathan Rhys Meyers, ainda inédito para mim.
Dirigiu também Desejos Mortais, em péssimo e genérico
título brasileiro, sobre uma jovem fotógrafa que começa
a ter uma mórbida atração por imagens de mortos.
É um filme que possui defeitos, mas também várias
qualidades, como boa criação de clima. Em seguida, foi lançado
em DVD no Brasil, Diário Mortal, um excelente suspense psicológico,
de ótimo clima e perturbador. É um filme bastante estiloso,
o que, a princípio, pode ser um problema, como o é em alguns
de seus filmes, mas aqui funciona muito bem. Os enquadramentos são
outro destaque, nos filmes em geral, fugindo do óbvio em diversas
situações, mas sempre coerentes com a narrativa.
Eis que, enfim, no
último mês, Assassino Sem Sombra chegou às locadoras.
É uma história de investigação que começa
bastante promissora e, mais ao fim, perde força. As qualidades
estéticas de outros filmes estão ali, há uma interessante
mistura de suspense, policial e comédia, bastante feliz, em vários
momentos.
O problema é
que há o famoso desejo de surpreender e criar inúmeras reviravoltas.
O filme decepciona em algumas escolhas, adiciona o sobrenatural de forma
não totalmente satisfatória e coloca um drama pessoal do
protagonista no meio de tudo, sutilmente, apenas para criar um impacto
que soa um tanto forçado e desnecessário, ao final. Mas
são defeitos que não comprometem totalmente o filme, que
merece uma locação.
Veremos os próximos
projetos da dupla, juntos ou não, e o que virá por aí.
É um caso curioso: há péssimos, bons e ótimos
filmes no meio de tudo. É esperar para ver.
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