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2009 foi-se. Também fui-me aqui do PáginaDois, poderiam dizer, mas não. Não seria sincero. O grande retorno esteve sempre esperando por seu grande momento para mais um grande texto cheio de grandes grandezas mas, eis que então, coisa louca, o ano foi-se. E quem ficou foram os filmes, nem tantos, mas estão aí, os dez mais em ordem alfabética.
O Segredo do Grão é um caso particular, viu as salas de Porto Alegre, se bem vê minha memória, em 2008, vi apenas em 2009, via Disco Versátil Digital (aka Disco Digital de Vídeo). Como estava com apenas 9 filmes, decidi socá-lo delicadamente nesse fenômeno formidável que chama-se de lista. Bom proveito porque, em se tratando de (meu) gosto pessoal, sou o máximo.
1-10
Amantes, de James Gray
Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino
Desejo e Perigo, de Ang Lee
Gran Torino, de Clint Eastwood
Horas de Verão, de Olivier Assayas
O Lutador, de Darren Aronofsky
Polícia, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu
O Segredo do Grão, de Abdel Kechiche
Vocês, os Vivos, de Roy Andersson
Up – Altas Aventuras, de Pete Docter e Bob Peterson
11-20
Arrasta-me Para o Inferno, de Sam Raimi
Coraline 3D, de Henry Selick
Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson
Distrito 9, de Neill Blomkamp
Entre os Muros da Escola, de Laurent Cantet
Goodbye Solo, de Ramin Bahrani
Leonera, de Pablo Trapero
Uma Prova de Amor, de Nick Cassavetes
O Silencio de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Tá Chovendo Hambúrguer, de Phill Lord e Chris Miller
Alguns outros filmes agradaram, mais ou menos, e, por motivos variados, marcaram, mais ou menos, o coração de um, mais ou menos, pobre homem.
Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar
O Aborto dos Outros, de Carla Gallo
Brüno, de Larry Charles
Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado, de Joel Zito Araújo
O Desinformante, de Steven Soderbergh
Eu te amo, Cara, de John Hamburg
Os Fantasmas de Scrooge, de Robert Zemeckis
Férias Frustradas de Verão (DVD), de Greg Mottola
Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de David Yates
Há Tanto Tempo que te Amo, de Philippe Claudel
Um Homem de Moral, de Ricardo Dias
Inimigos Públicos, de Michael Mann
JCVD (DVD), de Mabrouk El Mechri
Milk, de Gus Van Sant
A Princesa e o Sapo, de Ron Clements e John Musker
Se Beber Não Case, de Todd Phillips
Simplesmente Feliz, de Mike Leigh
Sim Senhor, de Peyton Reed
Star Trek, de J.J. Abrams
Nem tudo são flores. Lars Von Trier dá uma (grande e fortíssima) bolada fora, acertando uma inocente senhora no rosto, em Anticristo. David Fincher, após o ótimo Zodíaco, dirige a grande cafonice sem emoção O Curioso Caso de Benjamin Button. Soderbergh mostrou também seu lado cult/alternativo no incrivelmente pé no saco Confissões de uma Garota de Programa, filme que leva o troféu Pior Projeção Rain 2009, em cópia absolutamente tenebrosa. O lado hype do cinemão dá às caras, nós as costas, em (500) Dias com Ela, uma celebrada comédia romântica que nada tem de criativa e tudo dá para ser cute e fofinha. Uma forte lembrança do seriado Pushing Daiseis não será estranha, a narração parece “discretamente” inspirada. A série sofre de vários dos mesmos problemas de (500) e, apesar de bastante medíocre, acerta mais. O suposto filme de arte, assim pensam as madames- multiplex, também esteve por aí, o alemão A Onda é exemplo disso, constrangendo a todos em roteiro implausível e levando-se muito a sério. Wayne Wang, cineasta que poderia perfeitamente não ser flor que se cheire, faz um bom trabalho em Mil Anos de Orações, modesto e eficiente. No circuito “alternativo”, também tivemos o elogiadíssimo, e superestimadíssimo, O Casamento de Rachel, terrível decepção, com maus diálogos e infeliz câmera (enlouquecida) na mão. E chegamos aos blockbusters do ano, representados por 2012 e Avatar. O segundo prometia mudar o mundo e nada aconteceu, além de bocejos enfileirados. Avanços técnicos, sim, mas está longe de bastar. 2012 divertiu muita gente, aproveitei para cochilar.
No ano que nos deixou, perdi um dos filmes mais esperados por Deus, também, Moscou, de Eduardo Coutinho. Guerra ao Terror foi indicado ao Globo de Ouro, é cotado para o Oscar e saiu há meses no Brasil, em DVD. A estréia no cinema, agora, está prometida para fevereiro. Aguardo até lá.
E vocês, podem me aguardar por aqui. |
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