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Fandangos' life |
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por
Gustavo
Mini
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Snack Culture. Não fui eu que inventei, foi a Wired. Ou, pra falar a verdade, talvez eu e você é que tenhamos inventado e a Wired só teve a manha de juntar os pontos e arrumar um bom rótulo (vamos combinar, os americanos fazem muito bem isso).
Snack Culture: emalagens individuais de papel higiênico, músicas reduzidas em tempo e resolução para virar ringtones, navegar em thumbnails de fotos em 7Kb no Flickr, conversas com frases rápidas pelo msn, trailers sendo consumidos e comentados como se fossem filmes, jogos sendo simplificados pra caber no celular, pessoas se definindo aos pedaços em perfis do orkut, beijar várias pessoas na mesma noite, tirando só uma casquinha de cada uma, compartilhar links em vez de matérias inteiras, 4 músicas disponíveis no MySpace, 10 minutos no YouTube, trocar a verborragia dos blogs pela objetividade do fotolog, chamar um pedaço ridículo de biscoito de Maxigoiabinha.
Snack culture: cada vez mais nos relacionamos com as coisas como se fossem petiscos, pinçando com os olhos ou os ouvidos pequenos skacks para dar uma temperada no dia-a-dia.
Snack culture: como instrumento de navegação no mar de intermináveis referências e sentimentos que borbulham hoje, algo útil e interessante.
Snack culture: como
meio de vida, pode acabar gerando em um conhecimento genérico,
de pouca profundidade (tudo bem) e pouca satisfação (aí
é que mora o problema). Snack culture: o que é snack na sua vida? Gustavo Mini é guitarrista dos Walverdes e escreve diariamente no blog Conector: www.conector.blogspot.com |
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